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Série "São Paulo"

Existe uma linha invisível que atravessa o tempo, saindo do pincel de Anita Malfatti em 1915 e desaguando nas esquinas de concreto da São Paulo de hoje. Na série São Paulo, Luis Prado percorre esse trajeto, propondo um encontro que é tanto um resgate histórico quanto uma provocação urbana.

A conexão nasce em "A Estudante". Nesta tela icônica, Anita não pintou apenas uma moça; ela pintou a alma de uma cidade que estava prestes a explodir em modernidade. Aquela figura introspectiva, de olhar baixo e cores audaciosas, é a personificação da própria capital: inquieta, em constante aprendizado e, muitas vezes, incompreendida sob a luz dura da realidade.

Em síntese, a série São Paulo é o território onde o legado de Anita Malfatti se dissolve e se reafirma no horizonte de concreto. Luis Prado decifra como uma metrópole, entre o caos e a poesia é um convite visual para reconhecer que, sob as camadas de asfalto e vidro, ainda pulsa a mesma audácia modernista de 1917, provando que São Paulo continua sendo uma obra de arte em constante e viva construção.

Obras

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